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A importância de tecnologia na logística de pesados

por set 24, 2021Logística

A importância de tecnologia na logística de pesados

 

Esse artigo foi escrito baseado no que apresentei no dia 23/09 junto com o Daniel Drapac (CEO da iTrack Brasil) no Evento Logística Brasil 2021, em que tivemos a honra de compartilhar um pouco de nossas experiências para um público extremamente seleto e participativo.

Antes de mais nada, gostaria de começar esse artigo agradecendo pelo convite e oportunidade em compartilhar insights ao mercado de transportes nacional, e sendo assim, gostaria de começar apresentando um pouco mais sobre a operação da Madeira Madeira, o maior e-commerce de móveis da América Latina, que possui mais de 2 milhões de produtos disponíveis para compra através da loja virtual, mais de 12 mil entregas realizadas por dia, mais de 8 milhões de clientes atendidos pelo Brasil e tudo isso em apenas 12 anos de história.

Áreas de atuação:

MadeiraMadeira Marketplace: Também conhecido como 3P, o marketplace da MadeiraMadeira permite que outros lojistas vendam em nosso site, aumentando as opções de produtos para o cliente.

iTrack Brasil: Empresa de tecnologia com soluções sistêmicas para transporte, embarcadores, operadores logísticos e transportadoras.

Bulkylog: Empresa de logística subsidiária à Madeira Madeira, especializada em logística para itens volumosos.

MadeiraMadeira Guide Shop: As lojas físicas da MadeiraMadeira que oferecem uma experiência de degustação de produtos para os clientes, complementando a experiência de compra pelo site.

Modelo Operacional – 1P Operations:

– Consolidation Center;
– Last Mile;
– Customer;
– FF Center;
– Inbound;
– Supplier Dropshipping.

Explicando com um pouco mais de detalhes o modelo operacional  mencionado acima, o mesmo começa no fornecedor, no modelo quase que totalmente dropshopping, ou seja, o estoque está na indústria ou ainda a ser produzido. Passa por um processo de coleta, são mais de 450 fornecedores diariamente, executamos uma coleta, depois da consolidação dessa carga vai para as nossas operações de last mile, e que muitas das vezes possuem mais de uma parada, em nosso país de dimensões continentais. DNA digital até chegar ao nosso consumidor e iniciamos em 2020 os Fulfilments, em que temos estoque dos nossos parceiros da indústria e que a partir desses CDs atendemos os nossos consumidores.

Se estivéssemos falando de 1 produto para 1 consumidor já teríamos um grau de complexidade bem interessante, agora quando temos 1 produto para N fornecedores, deixando tudo isso muito mais complexo, porém com um leque de oportunidades em aberto, tanto em capacidades, prazos curtos, multi-origem, ou seja, uma origem ok, agora N origens para N destinos intermediários eleva muito a complexidade dessa cadeia de abastecimento, exigindo muito controle e uma gestão muito austera. Quando falamos dos Fullfilments, inauguramos um Pernambuco, e em breve no Espírito Santo, sempre alinhados com a estratégia de chegar cada vez mais próximo dos nossos consumidores.

Até o final de 2020, a iTrack Brasil era um fornecedor da Bulkylog, hoje eles fazem parte do Grupo Madeira Madeira, e quando iniciamos o processo de parceria comercial, a complexidade da nossa operação foi encarada como um estímulo para acelerar a esteira de inovações da startup, ou seja: desde 1 SKU que é composto por N volumes, embalagens que não eram tão rígidas, centenas de pontos de coleta, não necessariamente o estoque disponível desde o início do processo, uma logística ágil (e nervosa), tudo isso sem perder o controle, com informação em tempo real para mais de 100 transportadores, que coletam na indústria, transferem até a entrega final, e o grande problema era justamente como melhoraríamos ainda mais todas essas etapas! Chegamos rapidamente a conclusão que sem tecnologia adequada e adaptada seria praticamente impossível.

Essa parceria teve bastante simbiose, com a criação de squads específicas e inovações que passaram a ser replicadas a todos os clientes da iTrack Brasil, um processo de evolução e maturidade democrática,  aplicável a todos os segmentos, e sempre lembrando que o aprendizado do dia-a-dia deve ser replicado em prol de uma economia cada vez mais forte.

Dores similares, mesmo em segmentos diferentes, funcionalidades inovadoras, insights de todos os tipos que certamente acabaram na esteira de desenvolvimento. Sabemos da importância de retroalimentar toda a cadeia de abastecimento, dentro de uma operação tão complexa e que sem dúvidas passou a ser uma fonte muito fértil para a criação de novas features.

Para contextualizar um pouco mais é importante destacar os 5 pontos que merecem atenção REDOBRADA na gestão de transporte, sempre lembrando que a evolução é gradativa e diária, temos a nossa North Star e OKR’s bem definidos que nos auxiliam a manter o foco na inovação, mesmo em meio aos desafios de uma operação logística quente como a nossa:

1-) Pessoas: antes de processos, temos as pessoas, nosso foco antes de tudo é a busca pelo comportamento empresarial com ênfase em visão de longo prazo, paixão empreendedora, colaborativa, diálogo aberto, humildade, resiliência (desafios diários), comportamento, ou seja: ter o senso de dono, colaboradores pertencentes e responsáveis. O coletivo é muito mais importante que o indivíduo, erros e acertos fazem parte do processo, o erro é permitido, senão é impossível inovar. Não adianta por exemplo ter “a plataforma proativa, sem pessoas proativas… o sucesso para a implementação de uma Torre de Controle e Gestão eficiente está totalmente atrelada a esse fator, o engajamento é importantíssimo!”, como dito pelo Daniel Drapac.

2-) Controle: Diversas etapas no processo, não saber em que momento estamos, é inaceitável nos dias de hoje. E aí chegamos no termo bem conhecido do “logistiquês”, o “TMS”, ou seja, verificação end-to-end de todas as etapas do transporte da mercadoria até o last mile, bem como todas as etapas predecessoras.

3-) Informação: Conhecer as etapas para comunicar corretamente, esse é o lema. Comunicação interna, atuar de forma mais rápida possível, evitar as não conformidades o mais rápido possível, ter celeridade, informação acima de tudo, mitigar problemas operacionais em busca de eficiência constante (e não importa a sua volumetria!). Controlar as etapas, os volumes, rumo a digitalização junto aos agregados, retroalimentar com informações em realtime passou a ser vital.

4-) Comunicação: Interna, externa, com os motoristas, a tecnologia tem esses 3 pilares como um mantra. Ciclo de entrega de pedido perfeito é o que buscamos, e para isso, temos que municiar o motorista com toda a tecnologia possível e a informação assertiva, um hotline entre o aplicativo e a Torre de Controle, tudo na palma da mão. Acuracidade da informação é o X da questão, entender o seu cliente final ao ponto de definir o tom do que será informado, sempre tendo em mente que a experiência ao nosso cliente final está totalmente alinhada com o NPS, outra métrica importantíssima.

5-) Agilidade / Eficiência: Operação morosa, carregamento em sequência, qual a melhor rota ao motorista? Novamente, a tecnologia muito bem alinhada com os processos logísticos da empresa sem dúvidas é o pilar de sustentação de uma operação extremamente eficiente. E sempre tendo em mente: entregar a melhor experiência possível ao cliente final.

Tendências em transporte de carga muito relacionados a tecnologia:

1-) Big Data: mundo de informações que não era valorizada em transporte, agora a coleta e o processamento, trazendo insights valiosos para a melhora da cadeia.

2-) Preditibilidade: Como ser mais assertivo, de forma antecipada, em pontos relativamente simples? Evitar atrasos, recorrências, percalços superados baseado em análise de dados em tempo real.

3-) Robótica e Veículos Autônomos: carga e descarga, mensurar o volume, entender volumetria e conectar com outras soluções.

4-) Plataforma de Fretes: otimização entre companhias, rotas ociosas, prazos longos e afins.

5-) Customer Centric: entender em detalhes as necessidades, sempre pensando com a cabeça do seu cliente final.

6-) Sustentabilidade: Até que a sua malha seja totalmente eletrificada, o que está sendo feito? Se as rotas já estão otimizadas, a eficiência já foi alcançada, que tal partir para a compensação de gases do efeito estufa através da mensuração e compensação de carbono?

Se algum insight foi gerado ao término desse artigo, confesso que ficarei muito feliz, muito obrigado!

Por César Augusto Klauck
CEO da Bulkylog

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